Oferecer água contaminada para seus clientes pode criar sérios problemas para sua empresa.

Qualidade da água para estabelecimentos comerciais

Além de prejudicar sua imagem, isso pode gerar processos e prejuízos. E da porta para dentro, a responsabilidade é sua.

 

A Sabesp ou qualquer companhia distribuidora se responsabiliza pela qualidade da água somente até o cavalete de entrada do estabelecimento. Desse ponto em diante, cabe à empresa (ou no caso de um shopping ou condomínio, cabe à administração) a manutenção das tubulações, equipamentos, operações e monitoramento que irão garantir a qualidade da água que é servida ou usada no preparo de alimentos.

E esse assunto merece ainda mais atenção agora que oferecer água potável e gratuita para os clientes tornou-se obrigatório (link para notícia completa) para estabelecimentos comerciais. Por isso, saiba quais os cuidados que sua empresa precisa ter para evitar problemas:

 

Potabilidade da água em restaurantes e estabelecimentos comerciais

 

Os padrões de potabilidade da água são determinados pela portaria 2.914/2011, e torna obrigatório que restaurantes, bares e estabelecimentos possuam o Procedimento Operacional Padronizado (POP), documento que padroniza a forma do preparo de alimentos e deve especificar cada uma das etapas que envolvem água, identificando, por exemplo, se o restaurante usa filtro ou purificador de água, quantas vezes este é limpo, qual a frequência de manutenção (Clique aqui para saber mais sobre o POP).

Diversos tipos de microrganismos se proliferam na água, por isto a Vigilância Sanitária solicita análises frequentes da água. Análises microbiológicas precisam ser realizadas mensalmente e as análises físico-química – para a verificação de presença de metais pesados, pesticidas e agrotóxicos – a cada 6 meses, para empresas que utilizam poço como solução de abastecimento.

 

O que acontece no caso de uma contaminação

 

De acordo com Dr. Carlos Marques, advogado responsável pelo laboratório de análise de água Proanalysi, ofertar uma água contaminada ao público geraria indenizações pelos danos morais e materiais suportados pela vítima e um prejuízo financeiro não esperado pelos estabelecimentos.

O Código de Defesa do Consumidor atribui às Pessoas Jurídicas o ônus de comprovarem que não forneceram uma água de má qualidade para seus clientes, ou seja, existindo a intoxicação de algum consumidor a obrigação de demonstrar que não deu causa ao dano é do estabelecimento e essa comprovação se dá com a apresentação dos resultados das análises frequentes da água.

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